A estrutura do XII SIMPOED: cinco dias de diálogo, reflexão e proposição
O XII Simpósio de Formação e Profissão Docente acontece entre os dias 19 e 23 de outubro de 2026, no Centro de Artes e Convenções de Ouro Preto. Sua programação foi organizada em dois movimentos complementares: um pré-colóquio voltado à educação básica, nos dias 19 e 20, e o simpósio propriamente dito, de 21 a 23, estruturado como um processo dialético em três tempos.
Antes da abertura oficial do SIMPOED, professoras e professores da educação básica têm dois dias de programação pensada especialmente para eles. O pré-colóquio começa com uma palestra de abertura e segue com oficinas temáticas conduzidas por pesquisadoras e pesquisadores da Rede Mineira de Pesquisa em Educação, junto a docentes e discentes do Programa de Pós-Graduação em Educação da UFOP.
Esse momento inaugura, na prática, o compromisso que atravessa todo o evento: o de que a universidade não fala sobre a escola, mas com ela.
A partir do dia 21, com a abertura oficial, o SIMPOED se organiza em torno de doze eixos temáticos, todos atravessados pelo eixo articulador do evento: a equidade. Cada eixo percorre os três dias do simpósio com o mesmo grupo de participantes, num movimento que se aprofunda progressivamente.
No primeiro dia, cada eixo se reúne em uma mesa com especialistas convidados e pesquisadoras e pesquisadores que concluíram seus trabalhos de mestrado e doutorado. Cada apresentação tem dez minutos, tempo suficiente para colocar em jogo as descobertas centrais de uma pesquisa, sem perder o fio da conversa coletiva. As vagas são limitadas justamente para que o debate seja possível: queremos que as pessoas se escutem, não que se sucedam.
Esse primeiro momento tem a função de apresentar e discutir o estado da arte de cada temática: o que já foi investigado, que perguntas têm orientado as pesquisas e que respostas têm sido construídas. É o tempo da tese.
No segundo dia, os mesmos grupos se reúnem novamente. A discussão iniciada no dia anterior ganha profundidade: o que o conjunto dessas pesquisas tem a dizer para a escola básica? Que propostas concretas podem ser construídas a partir do que foi debatido? Quais são as demandas reais das escolas que a universidade tem condições de apoiar?
É o tempo da antítese, o momento em que colocamos em tensão o que produzimos academicamente e o que a escola concretamente precisa.
O terceiro dia é o da síntese. A pessoa responsável por cada eixo articula os fios das duas jornadas anteriores e apresenta, em plenária, uma síntese das discussões acompanhada de sugestões de ações concretas. Não se trata de um resumo, mas de um encaminhamento, algo que o evento entrega ao final do seu trabalho.
O SIMPOED conta também com um espaço para pesquisadoras e pesquisadores com trabalhos em andamento. A exposição de pôsteres acontecerá em um momento reservado na programação, quando os participantes circulam livremente entre os trabalhos, dialogando diretamente com quem os apresenta. Cada pôster versa sobre um dos doze eixos temáticos do evento.
O SIMPOED parte de uma aposta: a de que discussões acadêmicas só cumprem seu papel quando produzem consequências reais. Por isso, cada elemento da programação foi pensado para criar condições de escuta genuína entre a universidade e a educação básica, entre a pesquisa que já foi concluída e aquela que ainda está sendo construída, entre o que sabemos e o que ainda precisamos fazer.
A pergunta que atravessa cada mesa, cada proposta e cada síntese é sempre a mesma: que escola queremos construir, e o que cada uma de nós e cada um de nós pode fazer para isso?